Exonerado por Bolsonaro, ex-diretor do Inpe ganha cargo no governo Lula
Ricardo Galvão, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vai assumir o comando do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no governo do presidente Lula. Em 2019, Galvão, que trabalhava no Inpe desde 1970, foi exonerado do órgão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, depois de divulgar dados sobre o desmatamento na Amazônia. Na ocasião, Bolsonaro classificou as informações como falsas.
A nomeação oficial do novo coordenador do CNPq será realizada nesta terça-feira, 17, pela ministra Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação. Agora, Galvão vai ser o responsável por coordenar a área de financiamento de bolsas de pesquisa para estudantes de graduação e pós-graduação.
Atualmente, um pesquisador de mestrado ou doutorado recebe, em valor de bolsa de estudo, entre R$ 1,5 mil e R$ 2,2 mil, respectivamente. A ministra, contudo, disse que pretende aumentar os valores na nova gestão.
Doutor em física, Galvão é filiado à Rede Sustentabilidade, partido pelo qual concorreu a deputado federal por São Paulo em 2022. Sua campanha foi marcada pela “defesa da ciência”. Ele, contudo, não foi eleito.
Briga com Bolsonaro
Em agosto de 2019, durante um encontro com jornalistas estrangeiros, o então presidente acusou Galvão de mentir. O órgão havia divulgado informações, segundo as quais o desmatamento na Amazônia aumentou na primeira quinzena de julho, superando toda a taxa registrada no mesmo mês do ano anterior.
“A questão do Inpe, tenho a convicção que os dados são mentirosos, e nós vamos chamar o presidente do Inpe para conversar sobre isso”, disse Bolsonaro na época. “Mandei ver quem está à frente do Inpe. Até parece que essa pessoa está a serviço de alguma ONG, o que é muito comum.” Na ocasião, Bolsonaro ainda destacou que os dados eram “uma cópia de anos anteriores”.
Informações da Revista Oeste / Foto: YouTube/Reprodução
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