03 de Julho de 2022

Microfone Aberto: André Spínola conversa com a médica endocrinologista Mariana Lopes

Para começar a série de entrevistas matinais da semana o programa Microfone Aberto da Rádio Massa FM, com a apresentação de André Spínola conversou na manhã desta segunda feira (20) com a médica endocrinologista Mariana Lopes. Ela é especialista em tireoide e tirou diversas dúvidas sobre o assunto.

Na ocasião a médica pôde esclarecer diversos questionamentos sobre o tema. Segundo a doutora, alguns paciente, às vezes, chegam ao consultório falando que tem tireoide, mas na verdade elas têm patologias na tireoide. “Tireoide é uma glândula que todos nós já nascemos com ela. É uma glândula que tem o formato de uma borboleta ou de um escudo, ela fica aqui na nossa base do pescoço, depois desse ossinho que fica proeminente na garganta e ela produz dois hormônios superimportante que é o T três e o T quatro, que funcionam como uma pilha. São eles que vão regular o nosso metabolismo”, esclareceu a endocrinologista.

Questionada por Spínola sobre as principais diferenças entre a hipo e a hipertireoidismo, Mariana Lopes afirmou que “como a tireoide ela produz esses dois hormônio, o T três e o T quatro, quando essa produção é excessiva, ou seja, o meu corpo está produzindo mais hormônios do que eu precisaria, é o hipertireoidismo. E o oposto disso, quando a tireoide está preguiçosa e está produzindo menos hormônio do que deveria, a gente fala que é o hipotireoidismo”.

Ainda segundo a especialista, no hipotireoidismo é como se a nossa pilha tivesse fraca. “A gente fica com sintomas de falta de energia no corpo, mais cansado, mais sonolento e o coração bate mais devagar. No hipertireoidismo é o contrário, é como se estivesse com uma pilha carregada demais, além do que eu preciso, então a gente fica com o corpo acelerado. Taquicardia, palpitação, tremor... O corpo fica mais acelerado. Perda de peso e o hipo é o contrário, pode haver ganho de peso.”, disse.

Segundo a médica, um grande mito que as pessoas têm é de que o hipotireoidismo pode levar a obesidade. “Não é verdade. O hipotireoidismo pode levar sim a ganho de peso, mas é mais um ganho de peso de alguns quilos por causa de um inchaço maior de um de um metabolismo mais lento, mas não chega a ninguém ficar obeso por causa de um hipotireoidismo. Isso às vezes é até uma forma da gente desmistificar essa questão”, explicou.

A endocrinologista também explicou que a principal causa desses problemas da tireoide, na verdade, é próprio corpo que provoca. “Agente fala que são na maioria das vezes patologias autoimunes, ou seja, nosso próprio organismo por um erro da nossa imunidade desenvolve, às vezes, anticorpos contra nós mesmos. Então, assim, não é um vírus, não é uma bactéria que provoca, não tem como ter grandes situações que a gente possa nos proteger por não ter problemas infecciosos, de contágio, nada disso. É o nosso próprio organismo que provoca. Pra que a gente ande com o organismo em equilíbrio é superimportante a gente também estar em equilíbrio emocional, atitudes de saúde, ter uma alimentação saudável, praticar atividade física, tudo isso pra que a gente se mantenha nesse equilíbrio, pra que o nosso corpo não desequilibre e não passe a provocar doenças que nos ataquem”, pontuou a entrevistada no Microfone Aberto.

Principais sintomas

“É muito comum no hipotireoidismo as pessoas se queixarem de queda de cabelo, a pele fica mais ressecada, o intestino também pode ficar mais preso, a pessoa ficar alguns dias às vezes sem ir ao banheiro, tudo isso pode acontecer sim. E é importante a gente pesquisar, não é a única causa, obviamente, então a gente tem que pesquisar pra confirmar se é ou não um problema na tireoide e se for, com a reposição desse hormônio, deixando essa tireoide em equilíbrio, isso melhora”, afirmou Mariana.

A médica também afirmou que não existe uma prevenção, mas sim cuidados para evitar possíveis complicações e também apontou o sal de cozinha em excesso como um possível vilão e a necessidade do equilíbrio na utilização desse item. “Na verdade o nosso sal de cozinha ele já é iodado, então já existe uma preocupação, já existe uma reposição do iodo porque esses hormônios da tireoide eles são formados a partir do iodo. Então coisas que a gente via antigamente que ainda existe em outros países que é aquele bócio por deficiência de iodo, aqui gente não tem. Além de não consumir em excesso esse sal porque também o excesso de iodo ele também é prejudicial. Tanto a falta quanto o excesso. Então uma coisa tem uma alimentação norma sódica, ou seja, sem excesso de sal pra que a gente consuma a quantidade de iodo suficiente, mas sem excessos. Existem alguns alimentos também que contém selênio como, por exemplo, as castanhas que também o selênio é importante para tireoide. Talvez um consumo adequado possa prevenir essas doenças autoimunes a tireoide e também ter um estilo de vida saudável”.

Ao final da entrevista, a médica alertou sobre a importância d o paciente tendo algum desses sintomas ou de hipo ou de hiper, procure o seu médico para que seja feito um exame de sangue simples e realizar um diagnóstico. “O tratamento também é muito simples e não tem grandes dificuldades. O importante é que seja diagnosticado o quanto antes porque são patologias que acabam trazendo muitas consequências paro estilo de vida da pessoa. Patologias da tireoide são mais comuns em mulheres. A recomendação é que mulheres, principalmente que pretendem engravidar ou que estão grávidas, ou que já passaram dos 35 anos, façam pelo menos uma dosagem de TSH. Pessoas que possam ter doenças autoimunes de outros grupos também devem checar a tireoide porque é comum que em doenças autoimunes sejam associadas”, finalizou.


Foto: Reprodução

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