Lula dá posse a Gleisi e Padilha para atender a interesses do PT no governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliará a presença do PT no governo nesta segunda (10) com a posse da agora ex-presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, no comando da Secretaria de Relações Institucionais e a Alexandre Padilha no Ministério da Saúde. As trocas foram confirmadas antes do Carnaval e serão efetivadas à tarde como parte da minirreforma ministerial que, em tese, tenta melhorar sua popularidade e articulação com o Congresso.
A posse está marcada para às 15h em uma cerimônia que terá a presença de diversos ministros e aliados, entre eles o próprio vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e de Fernando Haddad, da Fazenda.
A nomeação de Gleisi para as Relações Institucionais foi vista com ressalvas pela base governista, em especial os partidos do centrão que queriam mais espaço na chamada “cozinha do governo”, que são os ministérios mais próximos de Lula. As legendas estudam desembarcar da “frente ampla” que elegeu o petista em 2022 e lançarem um candidato próprio ou apoiarem alguém da oposição em 2026.
Há a expectativa de como Gleisi, que costuma adotar um comportamento mais combativo, irá melhorar a articulação do governo com o Congresso Nacional a partir de agora. Ela foi uma forte crítica dos deputados nos últimos dois anos, enquanto que o colega Padilha foi enfraquecendo no cargo principalmente na relação com o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Agora à frente da Saúde pela segunda vez, Alexandre Padilha terá a missão de melhorar a imagem da pasta na população, fortalecer o SUS e tocar adiante o programa Mais Especialistas, uma das bandeiras de Lula neste terceiro mandato para tornar mais acessível as consultas com especialistas. Ele comandou a pasta entre os anos de 2011 e 2014 durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
Ele ocupa o lugar deixado por Nísia Trindade no último dia 25 após semanas de fritura pelo presidente. Na ocasião, ela reclamou que a possível demissão da pasta vazou para a imprensa.
“Estou me referindo ao processo chamado por vocês de ‘fritura’ na imprensa, isso é inconcebível, não deveria acontecer. Simplesmente se deveria apurar os fatos e não se antecipar decisões que cabem ao presidente”, disse a jornalistas em tom de irritação.
Para assumir a nova função, Gleisi deixou a presidência nacional do PT na sexta-feira (7), cargo que ocupava desde 2017. O senador Humberto Costa (PT-PE) foi escolhido para cumprir um mandato-tampão de quatro meses no comando do partido.
Esta é a oitava troca no primeiro escalão do governo Lula desde o início do mandato. Três mudanças foram para ampliar o espaço do Centrão, como a nomeação de Celso Sabino no Ministério do Turismo, André Fufuca no Esporte e Silvio Costa Filho em Portos e Aeroportos.
Outras trocas ocorreram para amenizar crises, como no Gabinete de Segurança Institucional, após os atos de 8 de janeiro de 2023, e no Ministério dos Direitos Humanos, devido a denúncias contra Silvio Almeida.
Houve ainda mudanças estratégicas, como a saída de Flávio Dino da Justiça para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal e a substituição de Paulo Pimenta por Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação Social, visando melhorar a imagem do governo em ano pré-eleitoral.
Informações da Gazeta Brasil / Foto: Divulgação/PT
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