01 de Dezembro de 2021

Presidente da Shell é chamado de 'um dos perversos do mundo' em evento sobre o clima

Ao participar de uma conferência TED na última quinta-feira (14) em Edimburgo, na Escócia, o presidente-executivo da Shell, Ben van Beurden, foi chamado de "uma das pessoas mais perversas do mundo" pela ativista climática Lauren MacDonald, também palestrante do evento. Em sua fala inicial, de aproximadamente seis minutos, o executivo defendeu as iniciativas da empresa para a redução das emissões de carbono e culpou os consumidores pelo uso excessivo de petróleo. Os dois dividiam o palco com Christiana Figueres, uma das arquitetas do Acordo de Paris, e Chris James, o fundador do Engine Nº 1, pequeno fundo que liderou uma revolta de acionistas da Exxon no início deste ano.

Quando convidada a fazer uma pergunta, MacDonald disse que gostaria de "oferecer um pouco de contexto" à fala de van Beurden. A ativista escocesa afirmou que a Shell tem planos para a construção de um novo campo de exploração de petróleo em Cambo, na região costeira do Escócia. "Você deveria estar absolutamente envergonhado de si mesmo", disse. MacDonald afirmou que o executivo "é responsável por muita morte e sofrimento" e que é "uma das pessoas mais perversas do mundo". Ela também disse que a petroleira tem um histórico de poluir conscientemente o planeta e dar início à crise climática.

A ativista falou ainda sobre a cumplicidade da empresa em relação à morte de ativistas nigerianos na década de 1990 –em 2009, a Shell foi condenada a pagar US$ 15,5 milhões de indenização a familiares de vítimas de abusos de direitos humanos no país africano. "Se você vai se sentar aqui e agir como se se preocupasse com a ação climática, por que está apelando da recente decisão do tribunal de que a Shell deve reduzir suas emissões em 45% até 2030?", ela perguntou.

"Você vai revogar isso?" Em maio deste ano, um tribunal distrital em Haia, nos Países Baixos, decidiu a favor de ecologistas que contestavam a produtora de petróleo anglo-holandesa, dizendo que a empresa precisava reduzir suas emissões em 45% até 2030 em relação aos níveis de 2019, um ritmo muito mais rápido do que a companhia tinha planejado. Quando van Beurden começava a responder ao questionamento, ele foi interrompido por MacDonald e outros ativistas, que subiram no palco com faixas com os dizeres "Nenhum futuro nos combustíveis fósseis". Depois, eles deixaram o auditório enquanto gritavam: "Não apenas nos observe, junte-se a nós".

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