Novo primeiro-ministro diz que Síria terá liberdade religiosa
O novo primeiro-ministro da Síria, Mohamed al-Bashir, anunciou na quarta-feira (11) que o grupo rebelde responsável pela queda do regime do ditador Bashar al-Assad garantirá os direitos de todas as religiões no país.
O líder, que assume a transição até 1º de março, fez um apelo para que sírios que fugiram por causa da guerra retornem ao território nacional.
Desde que assumiu o cargo, al-Bashir tem adotado uma postura mais moderada. Ele afirmou que o islamismo foi deturpado por grupos extremistas, que distorceram seu verdadeiro significado. Apesar de a Síria ser majoritariamente muçulmana sunita, o país conta com grandes comunidades cristãs e outras correntes islâmicas.
Em entrevista ao jornal espanhol El Mundo, al-Bashir explicou que o mau comportamento de alguns grupos islamistas levou muitas pessoas, especialmente no Ocidente, a associar muçulmanos ao terrorismo e o Islã ao extremismo. Para ele, essas associações são fruto de ações errôneas e da falta de compreensão do verdadeiro Islã, que é uma “religião da justiça”. Ele ressaltou que, como muçulmanos, garantirá os direitos de todas as pessoas e seitas na Síria.
Além disso, o primeiro-ministro indicou que uma das suas principais prioridades será o retorno dos milhões de refugiados sírios que estão no exterior. Ele destacou que o capital humano e a experiência dos refugiados serão essenciais para o futuro do país. Em um apelo a todos os sírios no exterior, afirmou que a Síria, agora livre, reconquistou seu orgulho e dignidade, e que o país precisa da ajuda de todos para se reconstruir.
Al-Bashir também revelou que o governo sírio tem se dirigido à comunidade internacional para esclarecer os objetivos da revolução liderada pelos rebeldes. Segundo ele, desde o início das operações militares, a Síria se comunicou com países como o Iraque, a República Popular da China e outros, explicando que o objetivo era libertar os sírios do regime de Bashar al-Assad. O primeiro-ministro ressaltou que, graças a essa comunicação, a revolução foi compreendida internacionalmente, e o governo não tem problemas com qualquer pessoa, Estado, partido ou seita que se distancie do regime de Assad.
Informações da Gazeta Brasil / Foto: Reprodução
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