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Sandro Filho revela bastidores de expulsão do MBL e descarta apoiar Renan Santos para presidente

Sandro Filho revela bastidores de expulsão do MBL e descarta apoiar Renan Santos para presidente

Por Redação

06/01/2026 às 20:57

Atualizado em 06/01/2026 às 20:59

Imagem de Sandro Filho revela bastidores de expulsão do MBL e descarta apoiar Renan Santos para presidente

Foto: Evilásio Júnior

O vereador de Salvador Sandro Filho (PP) afirmou que sua expulsão do Movimento Brasil Livre (MBL) não teve motivação estritamente política, mas foi resultado de desgastes pessoais internos. A declaração foi feita durante entrevista à rádio Metropolitana FM 100,7, na qual o parlamentar relatou conflitos nos bastidores do movimento e confirmou o rompimento político com o dirigente Renan Santos.

“O que aconteceu foi muito mais uma questão pessoal, de desgaste interno, do que cem por cento política”, afirmou. O edil diz que sempre atuou como um “soldado do movimento”, ao cumprir missões e defender projetos estratégicos do MBL. “Se o plano fosse a Presidência da República, eu ia lutar para chegar lá”, disse.

O vereador contou que chegou a incentivar Renan Santos a disputar a Presidência, quando outros nomes eram cogitados pelo grupo. “Eu falei: irmão, você precisa ser candidato, porque eu acho que o melhor candidato nesse cenário seria você”, relatou. No entanto, Sandro afirmou que o desgaste começou quando passou a divergir da estratégia de criação do partido Missão e da tentativa de montar uma chapa na Bahia.

“Eu sempre firmei o pé dizendo que não achava que era a melhor opção. Montar uma chapa na Bahia é extremamente difícil”, disse. De acordo com ele, o posicionamento foi interpretado internamente como traição. “Foi visto como se eu estivesse traindo o movimento”, afirmou.

Sandro Filho também acusou integrantes do MBL de promoverem uma campanha para desgastá-lo publicamente. “Pegaram minha vida inteira, reviraram tudo e jogaram no ventilador”, declarou. Ele citou episódios que envolveram acusações sobre patrimônio pessoal, como a compra de imóveis e veículos, as quais classificou como falsas ou distorcidas. “Tudo isso era mentira. O carro era financiado, e os valores não eram aqueles que disseram”, afirmou.

Indagado sobre a saída do então chefe de gabinete, Andrei Castro, pouco antes da expulsão, Sandro disse que já havia um afastamento pessoal entre os dois. “Já tinha uns 15 dias sem falar com ele. Do nada, ele mandou a exoneração de madrugada”, contou. Apesar disso, evitou responsabilizá-lo diretamente pelas denúncias. “Eu não acuso, não direciono canhão para ninguém. Quero que ele siga a vida dele em paz”, disse.

Sobre o cenário nacional, Sandro Filho foi categórico ao afirmar que não apoia mais Renan Santos para a Presidência. “Não voto em Renan, não. Me decepcionei pessoalmente”, declarou. Ele explicou que divergências nos bastidores mudaram sua percepção sobre o dirigente do MBL. “A forma como ele me tratou manchou a imagem que eu tinha dele”, disse.

Em relação às eleições presidenciais, o vereador afirmou que avalia apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora tenha ressalvas. “Flávio Bolsonaro é uma boa opção. Ele está acertando em posicionamentos que eu não imaginava”, avaliou. Sandro disse que, inicialmente, defendia nomes como Tarcísio de Freitas ou Ronaldo Caiado, mas reconheceu que Flávio tem conseguido se posicionar politicamente. “No segundo turno, o caminho mais viável é votar 22”, afirmou, ao ressaltar que não vota no presidente Lula nem considera a opção do voto nulo.

Questionado sobre seu próprio futuro eleitoral, Sandro Filho evitou confirmar se será candidato a deputado federal ou estadual pelo Progressistas este ano. “Vou me abster”, respondeu, em tom de brincadeira.

 

Fonte: Blog do Vila

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