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Nilo aceita vice se Coronel for para oposição, mas cogita lançar candidatura avulsa ao Senado se for preterido por nome 'mais fraco'
Nilo aceita vice se Coronel for para oposição, mas cogita lançar candidatura avulsa ao Senado se for preterido por nome 'mais fraco'
Por Henrique
12/01/2026 às 15:50

Foto: Evilásio Júnior
O ex-deputado federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (Republicanos), fez um alerta ao grupo político liderado por ACM Neto: aceita ser vice-governador caso o senador Angelo Coronel decida romper com o PSD e migrar para a oposição, mas não aceitará ficar fora da chapa se for substituído por alguém que considere politicamente mais fraco.
A declaração, dada em entrevista à CBN Salvador, dialoga diretamente com o imbróglio que envolve Coronel e o senador Otto Alencar e antecipa um novo foco de tensão na montagem da chapa oposicionista para 2026.
“Eu quero ser candidato a senador. Se Coronel vier, eu aceito e concordo. Ele é senador, vem do outro lado. Nesse caso, eu vou lutar para ser o vice”, afirmou Nilo, ao reconhecer que a eventual entrada do social-democrata muda completamente a lógica da composição.
Segundo ele, hoje apenas quatro nomes estariam, de fato, no jogo pelo Senado no campo de Neto: o próprio Nilo, Coronel, o deputado federal Márcio Marinho e João Roma (PL). De acordo com o ex-presidente da Assembleia, outros nomes cogitados em conversas iniciais, como os prefeitos José Ronaldo (Feira de Santana) e Sheila Lemos (Vitória da Conquista), ambos do União, já teriam descartado a disputa.
Nilo fez questão de enfatizar que não trabalha com a hipótese de rompimento com Neto, mas deixou claro que não repetirá o comportamento da última eleição, quando se sentiu politicamente esvaziado. “Dessa vez eu não vou errar. Não vou ficar puto da vida e calado, como fiquei da outra vez”, disse.
O tom sobe quando o ex-deputado trata da possibilidade de ficar fora da chapa majoritária. Para ele, a escolha de um vice sem densidade política seria inaceitável. “Se colocarem um vice que não tenha a minha força política, a minha lealdade política e a minha coragem política, eu vou procurar um partido e vou sair candidato a senador”, avisou.
Nilo citou como exemplo negativo a escolha da empresária Ana Coelho em 2022 e foi direto ao ponto: “Com todo respeito, eu engoli uma vez. Dessa vez, não engulo mais. Vice mais fraco do que eu, não.”
Mesmo se houver confronto interno, o ex-parlamentar reforçou que seguirá alinhado ao ex-prefeito de Salvador. “O voto de Neto é garantido. Vou trabalhar para ele. Mas eu quero ser senador”, afirmou, ao explicar que uma candidatura independente não significaria traição política.
Ele revelou, inclusive, já ter recebido convites formais para disputar o Senado fora da chapa principal, entre eles do ex-ministro Aldo Rebelo, hoje no DC. “Se eu arranjar um partido, eu vou. Saio avulso, apoiando Neto a governador”, completou.
A chance de indicação ao Tribunal de Contas, como Nilo tentou em 2023 — quando a ex-primeira-dama Aline Peixoto foi escolhida pela Alba para o TCM —, está fora de cogitação, pois o republicano já completou 70 anos.
Fonte: Blog do Vila
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