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Lula promulga acordo Mercosul-União Europeia e diz que pacto foi firmado com “ferro, suor e sangue”
Lula promulga acordo Mercosul-União Europeia e diz que pacto foi firmado com “ferro, suor e sangue”
Por Henrique Spínola
29/04/2026 às 06:47

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (28) o decreto de promulgação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, oficializando a adesão brasileira ao tratado após décadas de negociações. Durante a cerimônia, Lula classificou o pacto como resultado de uma construção diplomática difícil e afirmou que o acordo foi firmado com “ferro, suor e sangue”.
Segundo o presidente, a assinatura representa não apenas um avanço comercial, mas também uma resposta política em defesa do multilateralismo e da cooperação internacional em um cenário global marcado por disputas econômicas e medidas protecionistas.
Acordo encerra negociação iniciada há mais de duas décadas
As negociações entre os dois blocos se arrastaram por mais de 25 anos, enfrentando entraves relacionados a tarifas agrícolas, exigências ambientais, regras sanitárias e interesses industriais dos países envolvidos. O acordo passou por diferentes fases até ser concluído e aprovado internamente pelos países signatários.
Com a promulgação no Brasil, a parte comercial do tratado começa a entrar em vigor de forma provisória a partir de 1º de maio, com implementação gradual das regras para adaptação dos setores econômicos.
Livre comércio deve ampliar mercado para exportações brasileiras
O pacto cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo mercados que somam cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto. A previsão é de redução progressiva de tarifas de importação para a maior parte dos produtos comercializados entre os blocos, favorecendo setores como agronegócio, indústria de transformação e serviços.
Especialistas avaliam que o acordo pode ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu, além de atrair investimentos e fortalecer a posição do Brasil nas cadeias globais de comércio. Por outro lado, setores mais sensíveis da economia ainda discutem mecanismos de proteção e adaptação diante da maior concorrência internacional.
Governo trata pacto como marco diplomático
Ao defender o tratado, Lula afirmou que o Brasil buscou negociar em condições de igualdade e reforçou que o país não aceita papel subordinado nas relações comerciais internacionais. O governo trata a promulgação como um marco diplomático e econômico, apostando no acordo como instrumento para impulsionar crescimento, ampliar exportações e reforçar alianças estratégicas com a Europa.
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