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Delação aponta reunião de ex-deputado com traficantes em presídio e negociações sobre crimes na Bahia
Delação aponta reunião de ex-deputado com traficantes em presídio e negociações sobre crimes na Bahia
Por Henrique
20/04/2026 às 16:21

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma delação premiada revelou que o ex-deputado federal Uldurico Júnior teria participado de reuniões com integrantes de facções criminosas dentro de um presídio no sul da Bahia.
As informações fazem parte das investigações da Operação “Duas Rosas”, que apura a atuação de uma organização criminosa com possível influência política e atuação no sistema prisional.
Reuniões dentro do presídio
Segundo o depoimento, os encontros ocorriam dentro da unidade prisional, em reuniões fechadas com líderes de facções.
A delação indica que essas visitas eram frequentes e tratadas como normais dentro da rotina da unidade, o que levanta suspeitas sobre o nível de influência exercido no local.
Articulação com organização criminosa
As investigações apontam que o ex-parlamentar teria mantido contato direto com integrantes de grupos criminosos, inclusive lideranças atuantes dentro do sistema prisional.
Há indícios de que essas articulações envolviam negociações relacionadas a atividades ilícitas e interesses fora da unidade prisional.
Relação com fuga de detentos
O caso também está ligado à fuga de 16 presos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024.
De acordo com apurações, o ex-deputado é suspeito de negociar cerca de R$ 2 milhões para facilitar a fuga, que teria sido organizada com apoio de uma facção criminosa.
Entre os fugitivos estava um líder do tráfico regional, apontado como peça-chave na estrutura criminosa.
Influência no sistema prisional
A delação também aponta que o ex-deputado teria influência dentro do sistema prisional, utilizando esse acesso para intermediar interesses da organização criminosa.
Há relatos de que visitas e encontros com detentos ocorriam com acesso facilitado, sem restrições rígidas.
Investigação em andamento
O caso segue sendo investigado pelo Ministério Público da Bahia, que analisa provas como áudios, mensagens e depoimentos.
Os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa, corrupção e facilitação de fuga de presos, caso as suspeitas sejam confirmadas.
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