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Conta de luz fica mais cara na Bahia após reajuste aprovado pela Aneel

Conta de luz fica mais cara na Bahia após reajuste aprovado pela Aneel

Por Henrique Spínola

24/04/2026 às 07:25

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Foto: Marcelo Casal / Agência Brasil

A conta de luz dos baianos ficará mais cara após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar o reajuste tarifário anual da Neoenergia Coelba. O aumento médio será de 5,85% e já começa a valer para consumidores em todo o estado.

A medida faz parte do processo periódico de revisão previsto nos contratos de concessão e deve atingir cerca de 6,92 milhões de unidades consumidoras na Bahia.

Reajuste varia conforme tipo de consumidor

De acordo com a Aneel, o impacto do aumento não será igual para todos. Para consumidores de baixa tensão — como residências — o reajuste médio é menor, enquanto para clientes de alta tensão, como indústrias, o percentual é mais elevado.

No caso dos consumidores residenciais, o efeito médio é de aproximadamente 3,93%, enquanto a média geral chega aos 5,85%.

Custos do setor elétrico pressionam tarifas

Segundo a agência reguladora, o aumento foi motivado principalmente por fatores como:

  • encargos setoriais (custos que financiam políticas públicas do setor);
  • despesas com compra de energia;
  • custos de transmissão.

Esses componentes fazem parte da estrutura tarifária e são reajustados periodicamente para manter o equilíbrio financeiro das distribuidoras.

Reajuste na Bahia acompanha alta nacional

O aumento na Bahia segue uma tendência nacional. A Aneel aprovou reajustes para diversas distribuidoras do país, com índices que variam entre 5% e 15%, atingindo mais de 22 milhões de consumidores.

Além disso, a expectativa para 2026 é de que a conta de luz tenha uma alta média de cerca de 8% no Brasil, acima da inflação prevista para o período.

Impacto direto no bolso do consumidor

Com o reajuste, o aumento na conta de luz passa a pesar no orçamento das famílias, especialmente em um cenário de inflação e aumento do custo de vida.

Especialistas apontam que, mesmo com reajustes menores em algumas regiões, a tendência é de pressão contínua nas tarifas devido ao custo da geração de energia e aos encargos do setor.

A recomendação é que consumidores adotem medidas de economia para reduzir o impacto, como o uso consciente de eletrodomésticos e a redução do consumo em horários de maior demanda.

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