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Cacá diz que PP ainda não definiu apoio presidencial, avisa que 'única certeza' é oposição ao PT e aposta em 'derrota acachapante' de quadra petista
Cacá diz que PP ainda não definiu apoio presidencial, avisa que 'única certeza' é oposição ao PT e aposta em 'derrota acachapante' de quadra petista
Por Evilásio Júnior
23/04/2026 às 13:00

Foto: Evilásio Júnior
O presidente estadual do Progressistas, Cacá Leão, afirmou nesta quinta-feira (23), em entrevista à CBN Salvador, que a oposição na Bahia chega mais organizada para a disputa eleitoral e aposta em uma “derrota acachapante” do grupo governista.
Pré-candidato a deputado federal, ele também fez críticas duras às gestões estadual e nacional e apontou um “sentimento de mudança” no interior do estado.
“O que a gente vê hoje é um povo arrependido, decepcionado com as escolhas que fez”, disse.
Críticas aos governos federal e estadual
Cacá Leão direcionou críticas ao presidente Lula, ao apontar incoerências entre promessas de campanha e ações do governo.
De acordo com ele, medidas como taxação de produtos e mudanças no discurso econômico demonstram contradições:
“Para ganhar a eleição vale tudo. Depois que assume, não entrega o que prometeu”, afirmou.
No cenário estadual, o dirigente do PP afirmou que o governo de Jerônimo Rodrigues “promete muito e cumpre pouco”, e responsabilizou o próprio chefe do Executivo pela falta de articulação política.
“Ele se equilibra em uma disputa interna entre grupos. Falta comando”, apontou, sobre a suposta competição entre o senador Jaques Wagner e o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa pelo protagonismo das ações do Palácio de Ondina.
Ataques a Rui Costa e tensão interna
Ao comentar o comportamento do ex-governador, Cacá classificou o tom recente adotado por Rui contra ACM Neto (União Brasil) como “raivoso” e o associou a um possível cenário de derrota.
“O nervosismo e o destempero são sinais do que está por vir”, projetou.
Ele também citou incoerências políticas e disputas internas dentro do grupo governista, a exemplo dos embates que culminaram no rompimento do senador Angelo Coronel (hoje no Republicanos) com o grupo.
Confiança na vitória da oposição
Cacá Leão demonstrou confiança na vitória da chapa oposicionista, liderada por Neto, e projetou um cenário favorável também para o Senado.
“O sentimento de mudança vai eleger ACM Neto governador, Zé Cocá vice e os senadores Angelo Coronel e João Roma”, apostou.
Ele ainda destacou o reforço político no interior, ao apontar que a oposição chega mais capilarizada do que na eleição anterior, com representação nos 417 municípios baianos.
Estratégia e alianças
Sobre a estratégia eleitoral, o dirigente afirmou que o grupo adotou um modelo diferente, com foco em diálogo direto com lideranças e eleitores, e não apenas grandes atos públicos.
“O político fala muito e escuta pouco. A gente está fazendo diferente”, considerou.
No plano nacional, Cacá disse que o seu partido ainda vai definir oficialmente seu posicionamento, mas antecipou resistência ao PT.
“A única certeza que eu tenho é que não votarei no PT”, avisou.
No entanto, apesar de não haver um direcionamento oficial da sigla, ele indicou que a tendência é de que Zé Cocá apoie o mesmo candidato de Neto, ou seja, Ronaldo Caiado (PSD), em detrimento a Flávio Bolsonaro (PL), defendido por Roma e Coronel.
Tempo de TV e força política
O presidente do PP também destacou que a oposição terá vantagem no tempo de rádio e televisão, mesmo com menos partidos na coligação.
“Temos mais de um minuto a mais que um governador candidato à reeleição”, estimou.
Ao final, Cacá Leão previu derrotas simultâneas do grupo governista na Bahia e no cenário nacional.
“O que tenho visto nas ruas é que não são só dois. Os quatro serão derrotados”, afirmou, sobre as candidaturas petistas de Lula, Jerônimo, Rui e Wagner.
Derrotado na disputa ao Senado em 2022, o dirigente pepista tenta retornar à Câmara após um afastamento de quatro anos. Ele foi deputado federal de 2015 a 2023 e estadual de 2011 a 2014.
Confira a entrevista na íntegra:
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