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Tribunal derruba liminar e autoriza implantação da passarela do apartheid em Salvador
Tribunal derruba liminar e autoriza implantação da passarela do apartheid em Salvador
Por Redação
11/02/2026 às 06:15

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Tribunal de Justiça da Bahia revogou uma liminar que impedia a construção da chamada passarela do apartheid em Salvador, autorizando oficialmente que a obra prossiga após questionamentos judiciais. A decisão judicial marca um novo capítulo em uma discussão que envolve órgãos públicos, opiniões de moradores, comerciantes locais e defensores de direitos urbanos.
A passarela, que passou a ser apelidada dessa forma por críticos contrários ao projeto, é um equipamento urbano planejado para facilitar a travessia de pedestres em uma área de grande movimento na cidade. Os defensores da obra argumentam que ela é necessária para melhorar a segurança de quem circula pela região, reduzindo o número de acidentes e facilitando o fluxo de pessoas em horários de pico.
No entanto, desde o anúncio do projeto a passarela tem sido alvo de polêmica. Moradores da comunidade e grupos de urbanistas criticaram tanto o formato quanto o impacto estético e social da estrutura, alegando que ela poderia fragmentar ainda mais o espaço urbano e gerar um cenário que, segundo eles, separaria partes da cidade de forma pouco harmônica com o ambiente. Por isso, a obra acabou sendo questionada na Justiça e suspensa por meio de uma liminar.
Com a decisão recente, o tribunal entendeu que os requisitos legais para manter a suspensão não estavam devidamente configurados e que a administração municipal tem competência para seguir com o projeto após a obtenção de todas as licenças e condicionantes ambientais. A revogação da liminar permite que a prefeitura retome o cronograma de construção da passarela, com prazos e etapas já definidos pelos responsáveis técnicos.
Autoridades municipais afirmaram que a estrutura vai trazer mais segurança aos pedestres, diminuir engarrafamentos em trechos movimentados da capital baiana e integrar melhor trajetos de grande circulação. Representantes do poder público destacaram ainda que a obra foi planejada com estudos de impacto e com a intenção de ordenar o trânsito de pessoas em áreas de maior risco.
Por outro lado, críticos da obra anunciaram que podem recorrer da decisão em instâncias superiores, argumentando que questões urbanísticas e de impacto social ainda não foram devidamente consideradas. Entidades civis e movimentos sociais que se manifestaram contra a construção reforçam que pretendem continuar mobilizando a sociedade e buscando alternativas que atendam às necessidades de segurança sem causar divisões ou prejuízos na paisagem urbana.
A polêmica em torno da passarela reflete debates mais amplos sobre o uso e o planejamento do espaço público, a participação da comunidade em decisões de infraestrutura e as prioridades dos investimentos em mobilidade urbana em cidades com grande fluxo de pedestres e veículos.
Fonte: Metro1
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