
Foto: Antonio Augusto/STF
O Supremo Tribunal Federal formou maioria para rejeitar a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, colocando em risco a continuidade das investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários.
A maioria dos ministros acompanhou o entendimento de que não cabe ao Judiciário interferir diretamente em decisões internas do Congresso Nacional, como a extensão do prazo de funcionamento de uma comissão parlamentar. Com isso, a tendência é que a CPMI seja encerrada conforme o prazo originalmente estabelecido.
O julgamento analisa uma decisão liminar do ministro André Mendonça, que havia determinado ao Congresso a análise do pedido de prorrogação da comissão. No entanto, os demais ministros divergiram, entendendo que a condução do processo legislativo é de competência do próprio Parlamento.
A CPMI do INSS foi criada para investigar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, que atingiu milhares de beneficiários em todo o país. A comissão vinha realizando oitivas, coleta de documentos e análise de contratos suspeitos envolvendo entidades e associações.
Com a decisão do STF, cresce a possibilidade de encerramento dos trabalhos sem a conclusão integral das apurações. Parlamentares que defendiam a prorrogação argumentavam que ainda há etapas importantes a serem concluídas, incluindo a finalização do relatório e possíveis indiciamentos.
Por outro lado, integrantes contrários à extensão sustentam que a comissão já teve tempo suficiente para avançar nas investigações e que eventual continuidade deveria seguir os trâmites internos do Congresso, sem intervenção judicial.
Em síntese, a formação de maioria no STF contra a prorrogação indica que a CPMI do INSS deve ser encerrada nos próximos dias, a menos que haja uma decisão política no Congresso que reverta o cenário atual.
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