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Republicanos endurece discurso por espaço na chapa de ACM Neto e mira Senado com Marinho ou Marcelo Nilo

Republicanos endurece discurso por espaço na chapa de ACM Neto e mira Senado com Marinho ou Marcelo Nilo

Por Redação

20/01/2026 às 14:44

Imagem de Republicanos endurece discurso por espaço na chapa de ACM Neto e mira Senado com Marinho ou Marcelo Nilo

Foto: Evilásio Júnior

O Republicanos decidiu subir o tom na disputa por espaço na montagem da chapa de ACM Neto (União Brasil) para 2026. Em reunião realizada nesta segunda-feira (19) na sede da legenda, no Centro Empresarial Iguatemi, o presidente estadual do partido, deputado federal Márcio Marinho, afirmou que “não abrirá mão” de participar da composição e que “é hora de alçarmos voos mais altos”, em recado direto ao tabuleiro da oposição.

Nesta terça-feira, em entrevista à Metropolitana FM, o presidente municipal do Republicanos e vereador licenciado Luiz Carlos de Souza, atual secretário de Obras e Infraestrutura de Salvador, confirmou que o partido trabalha para permanecer no grupo político liderado por Neto — e defendeu que a legenda tem “musculatura” e trajetória suficientes para reivindicar espaço na chapa.

Apesar de dizer que precisou sair mais cedo do encontro por causa de uma agenda na Fonte Nova, Luiz Carlos minimizou o caráter “excepcional” da reunião, mas reconheceu que, com a proximidade da eleição, o movimento ganha mais peso. “Marinho sempre faz isso, reúne os deputados, escuta, vê aquilo que poderia ser feito. Mas essa reverbera um pouco mais pela proximidade da eleição”, afirmou.

“Vencemos a primeira etapa”: o episódio Jânio Natal e a confirmação de Neto

Luiz Carlos avaliou que a oposição já superou uma etapa importante do processo: a confirmação pública de ACM Neto como pré-candidato. O secretário citou o episódio em que o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, questionou o ex-gestor soteropolitano publicamente sobre a disputa e o forçou a dar uma resposta.

A gente já venceu uma barreira  Neto foi pego ali de surpresa, mas também não titubeou. Foi lá e falou que era candidato. Isso venceu a primeira etapa”, declarou.

Agora, segundo ele, o foco é a segunda fase: a composição da chapa, que deverá ser negociada com os partidos aliados.

Republicanos quer vaga e diz que não é “vaidade”

Luiz Carlos sustentou que o Republicanos tem quadros e densidade política para integrar a chapa de Neto — e não por “vaidade”, mas por estratégia eleitoral. “O Republicanos entende que, pela musculatura que tem, pela trajetória que construiu, pelos nomes que estão à disposição, tem condições de compor a chapa”, disse.

Na entrevista, ele citou o ex-deputado Marcelo Nilo como um nome que tem se colocado publicamente na disputa por uma vaga ao Senado. “A gente tem nomes importantes, como o Marcelo Nilo, que externa isso a todo momento… o partido não veta o nome dele, ao contrário”, afirmou.

Senado no radar e “nome natural”: Marinho aparece na frente

Pressionado a ser mais direto, Luiz Carlos admitiu que, nos bastidores, o desenho mais falado hoje é a possibilidade de o Republicanos disputar uma vaga ao Senado, com o favoritismo interno do presidente estadual do partido.

“A decisão é participar. O segundo momento é quem é que vai participar… isso é uma construção feita junto com Neto”, explicou, ao ressaltar que a definição passa pelo próprio candidato.

Ainda assim, ele revelou qual é o “nome natural” do partido para o Senado.

Nós temos o nome natural desse processo, seria Marinho. Presidente do partido, está no mandato, é negro, tem essa discussão, traz um nicho de um eleitorado do segmento protestante, evangélico”, pontuou.

Luiz Carlos, no entanto, reconheceu que Neto pode fazer ponderações estratégicas e avaliar também Marcelo Nilo, ao citar o perfil mais combativo do ex-presidente da Assembleia Legislativa. “Nilo tem condições de apimentar o debate, trazendo informações que Marinho, por exemplo, não faz”, disse.

E se for vice? Rogéria e Ireuda surgem no jogo

Questionado sobre a hipótese de o Republicanos disputar a vaga de vice na chapa, Luiz Carlos afirmou que considera uma possibilidade mais remota do que o cenário do Senado, mas reconheceu que nomes femininos circulam no partido.

“A gente acha que está mais distante do que a discussão para o Senado. Claro que aí você tem IreudaRogéria… não necessariamente a vice será uma mulher também”, ponderou.

Ele citou o exemplo de Jerônimo Rodrigues (PT), que venceu a eleição de 2022 com Geraldo Júnior (MDB), e argumentou que não há regra fixa, embora mulheres possam ter vantagens competitivas na formação da chapa, inclusive na distribuição de recursos eleitorais.

Críticas com método: “foco é gestão”

Apesar do tom político, Luiz Carlos também reforçou a aposta do Republicanos no discurso de gestão para fortalecer o projeto de Neto. “Todo mundo sabe… não é um cara que fica chaleirando. Eu acho que a gente tem que focar naquilo que realmente importa, que é gestão, e Neto sabe fazer, isso está comprovado”, opinou.

No desenho prioritário dos oposicionistas, a outra vaga ao Senado seria destinada ao PL, sobretudo ao ex-ministro da Cidadania João Roma, e a vice ao PSDB. No entanto, a incógnita sobre o destino do senador Angelo Coronel (PSD) deixa a composição em aberto.

Fonte: Blog do Vila

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