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Ministro diz que são ilações afirmações sobre supostas conversas de Vorcaro com Toffoli e pedidos de pagamento
Ministro diz que são ilações afirmações sobre supostas conversas de Vorcaro com Toffoli e pedidos de pagamento
Por Redação
12/02/2026 às 06:44
Atualizado em 12/02/2026 às 06:44

Foto: Assessoria de Comunicação / STF
O ministro que comentou as informações divulgadas pela Polícia Federal afirmou que as alegações envolvendo supostas conversas do ex-delegado **Roberto Vorcaro** com o ministro **Dias Toffoli**, além de supostas solicitações de pagamentos, se tratam de **ilação e não de fatos comprovados** até o momento. As declarações foram feitas durante entrevista coletiva na qual a autoridade buscou colocar em contexto as investigações que vêm sendo conduzidas.
De acordo com a versão oficial, a Polícia Federal teria relatado que um celular atribuído a Vorcaro conteria mensagens que, segundo a corporação, sugeririam conversas com Toffoli — ministro do Supremo Tribunal Federal — além de indícios de pedidos de pagamento em função de atuação profissional. No entanto, a autoridade que se manifestou nesta fase ressaltou que essas informações ainda não foram confirmadas de forma definitiva, que não significam culpa e que **a interpretação não pode ser concluída sem análise processual completa**.
O ministro apontou que, em investigações criminais, a existência de um aparelho ou mensagens isoladas não configura automaticamente prova de irregularidade ou ilícito. Ele destacou que a investigação ainda está em andamento, que há necessidade de ouvir as partes envolvidas, obter perícias técnicas e garantir o contraditório antes de qualquer conclusão definitiva. Segundo ele, é imprescindível distinguir entre **provas concretas** e **suposições ou interpretações preliminares** feitas a partir de materiais apreendidos.
Autoridades também enfatizaram que a instituição do inquérito e o compartilhamento de elementos probatórios devem respeitar os ritos legais, para evitar conclusões precipitadas que possam ferir garantias processuais ou direitos fundamentais das pessoas mencionadas. O ministro reforçou que, enquanto não houver comprovação robusta e transparente, **alegações e possíveis correlações devem ser tratadas com cautela**.
O tema ganhou repercussão na imprensa e entre lideranças políticas devido ao envolvimento de nomes de alto perfil público, o que aumentou o interesse sobre o andamento das apurações e as possíveis consequências jurídicas e institucionais. Parlamentares de diferentes espectros políticos emitiram declarações pedindo clareza, transparência e respeito aos trâmites legais.
Especialistas em direito penal e processual destacaram que casos com potencial de envolver figuras públicas exigem ainda mais rigor nas etapas investigativas, para assegurar que eventuais acusações sejam devidamente comprovadas, evitando o risco de prejudicar indevidamente a reputação de cidadãos enquanto a investigação não é concluída.
Até o momento, não há confirmação pública de que as mensagens atribuídas ao celular pertençam de fato às pessoas citadas, tampouco que os supostos “pedidos de pagamento” representem efetivamente alguma irregularidade. O processo segue sob sigilo parcial, com expectativa de que novas etapas sejam concluídas nas próximas semanas, incluindo perícias e oitivas que podem trazer mais esclarecimentos sobre os fatos.
Fonte: Bahia Notícias
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