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INSS bloqueia repasses ao Banco Master por irregularidades em empréstimos consignados
INSS bloqueia repasses ao Banco Master por irregularidades em empréstimos consignados
Por Redação
16/01/2026 às 22:41

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu bloquear o repasse de recursos ao Banco Master após identificar irregularidades em contratos de empréstimos consignados firmados com aposentados e pensionistas. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (16 de janeiro de 2026) e representa um passo importante na apuração de possíveis falhas nas operações de crédito que vinham sendo realizadas com beneficiários do sistema previdenciário.
Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, as análises internas apontaram que os contratos não cumpriam normas previstas pelo órgão, apresentando falhas na documentação e problemas na validação das assinaturas eletrônicas dos segurados — como a ausência de informações sobre taxa de juros e custo efetivo total (CET), itens obrigatórios nesse tipo de acordo.
O bloqueio atinge valores relativos a cerca de 254 mil contratos, totalizando aproximadamente R$ 2 bilhões que permanecem retidos até que o banco comprove a regularidade dos documentos apresentados. Até setembro de 2025, o Banco Master já estava impedido de firmar novos contratos de consignado com o INSS pela falta de renovação de seu acordo de cooperação com o instituto, mas os repasses relacionados aos contratos antigos ainda vinham sendo realizados — até a suspensão desta semana.
O presidente do órgão informou que foi marcada uma reunião com o liquidante do banco, Eduardo Félix Bianchi, para discutir as pendências e definir um prazo para a regularização. Caso as assinaturas e demais documentos não sejam comprovados como válidos dentro do período estabelecido, os contratos poderão ser cancelados e os valores descontados indevidamente deverão ser restituídos aos segurados.
O INSS também recomendou que aposentados e pensionistas que continuaram a observar descontos em seus benefícios procurem a ouvidoria do instituto para registrar reclamações e ajudar na investigação em andamento.
Fonte: Agência Brasil
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