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EUA autorizam venda temporária de petróleo russo para conter alta global dos preços
EUA autorizam venda temporária de petróleo russo para conter alta global dos preços
Por Redação
13/03/2026 às 08:34
Atualizado em 13/03/2026 às 10:24

Foto: Egor Aleev/TASS
Medida de 30 dias flexibiliza sanções para ampliar oferta de petróleo no mercado internacional diante da disparada dos preços.
O governo dos Estados Unidos autorizou temporariamente a venda de parte do petróleo russo que já estava em navios no mar, em uma tentativa de conter a forte alta dos preços da energia no mercado global. A decisão foi anunciada pelo Departamento do Tesouro e terá validade de 30 dias, até 11 de abril.
A medida permite que países comprem petróleo e derivados da Rússia carregados em navios até 12 de março, mesmo com as sanções econômicas impostas a Moscou desde a invasão da Ucrânia em 2022. A autorização busca aumentar rapidamente a oferta de combustível e reduzir a pressão sobre os preços internacionais.
Crise energética pressiona mercados
A flexibilização ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que provocou incerteza nas rotas de transporte de petróleo. Um dos principais pontos de preocupação é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Com a crise, o preço do barril de petróleo ultrapassou US$ 100, o que aumentou o risco de inflação energética e de elevação no preço dos combustíveis em vários países.
Volume pode chegar a mais de 100 milhões de barris
A licença temporária pode liberar a venda de aproximadamente 100 milhões a 128 milhões de barris de petróleo russo que estavam retidos em navios devido às sanções internacionais.
Segundo autoridades americanas, a decisão é limitada e emergencial, destinada apenas a estabilizar o mercado. O governo afirma que a medida não deve gerar benefícios financeiros significativos para a Rússia, já que a maior parte das receitas energéticas do país vem de impostos cobrados na produção interna.
Críticas internacionais
A decisão, no entanto, gerou críticas de alguns aliados ocidentais. Líderes europeus afirmaram que flexibilizar as sanções pode enfraquecer a pressão internacional sobre a Rússia no contexto da guerra na Ucrânia.
Especialistas apontam que a medida demonstra a dificuldade de equilibrar sanções políticas e estabilidade do mercado energético, já que o petróleo russo continua sendo um dos principais componentes do abastecimento mundial.
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