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CPI do Crime Organizado convida Rui Costa e convoca João Roma; comissão aprova quebras de sigilo e mira Banco Master

CPI do Crime Organizado convida Rui Costa e convoca João Roma; comissão aprova quebras de sigilo e mira Banco Master

Por Redação

27/02/2026 às 10:06

Imagem de CPI do Crime Organizado convida Rui Costa e convoca João Roma; comissão aprova quebras de sigilo e mira Banco Master

Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou, nesta quinta-feira (26), o convite ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e a convocação do presidente do PL na Bahia, João Roma, dentro da nova fase de investigações que mira a infiltração de organizações criminosas no sistema financeiro e em estruturas do Estado. Ambos são pré-candidatos ao Senado nas eleições deste ano.

Pelas regras das CPIs, convites não obrigam o comparecimento, enquanto convocações têm presença obrigatória, salvo decisão judicial em contrário.

Além de Roma, também foram convocados os ex-ministros Paulo Guedes (Economia) e Ronaldo Bento (Cidadania), ambos do governo Jair Bolsonaro, e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Já Rui Costa integra a lista de convidados, assim como o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-ministro Guido Mantega e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A CPI também aprovou a convocação de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF, por iniciativa do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Quebras de sigilo e foco no Banco Master

A comissão autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático relacionados ao Banco Master, como parte da apuração sobre possíveis conexões entre operações financeiras e o crime organizado.

Entre os convocados está Daniel Vorcaro, dono da instituição, além de executivos e pessoas ligadas à gestão e a operações financeiras do banco.

O objetivo é permitir o acesso a extratos, registros fiscais, histórico de comunicações e movimentações financeiras, com a finalidade de rastrear fluxos de recursos e identificar eventuais irregularidades.

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, também foi convidada a prestar esclarecimentos sobre serviços prestados ao banco e os valores envolvidos.

Empresa ligada a Toffoli também entra na mira

Outro foco da CPI é a empresa Maridt Participações, que tem como sócio o ministro Dias Toffoli, e que recebeu pagamentos de um fundo ligado ao Banco Master após a venda de um resort no Paraná.

Os senadores aprovaram a quebra de sigilo da empresa, incluindo:

  • contas bancárias e aplicações financeiras;
  • declarações fiscais e débitos tributários;
  • registros telefônicos;
  • dados telemáticos e comunicações digitais.

A intenção é identificar eventuais vínculos financeiros com operações investigadas pela comissão. 

Depoimento de investigado por lavagem não ocorreu

A CPI também pretendia ouvir Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como “TH Joias”, indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de usar o comércio de joias para lavar dinheiro de facções criminosas.

No entanto, o depoimento foi suspenso após falta de autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou que o Senado vai reforçar o pedido para garantir a oitiva.

Governadores ficaram de fora e decisão gerou crítica

Os senadores decidiram retirar da pauta a convocação dos governadores:

  • Cláudio Castro (PL-RJ); 
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP);
  • Ibaneis Rocha (MDB-DF).

A decisão provocou reação da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que acusou a comissão de proteger investigados.

“Esta CPI investiga o crime organizado. Senadores blindando o PCC”, afirmou. 

CPI amplia alcance e entra em fase mais sensível

A nova rodada de convocações, convites e quebras de sigilo indica um avanço da CPI sobre estruturas financeiras, autoridades públicas e empresas com possíveis conexões indiretas com investigados, ampliando o alcance político e institucional das apurações.

A presença de nomes com atuação nacional e influência em diferentes governos mostra que a comissão pretende rastrear conexões que atravessam diferentes gestões e esferas de poder.

 

Fonte: Blog do Vila

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