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Conteúdos falsos criados com inteligência artificial mais que triplicam entre 2024 e 2025
Conteúdos falsos criados com inteligência artificial mais que triplicam entre 2024 e 2025
Por Redação
06/02/2026 às 08:47

Foto: Freepik
O volume de conteúdos falsos gerados com o uso de **inteligência artificial (IA)** mais que triplicou entre os anos de 2024 e 2025, segundo levantamento recente divulgado por órgãos de monitoramento da desinformação. O aumento significativo tem chamado atenção de especialistas em tecnologia, empresas digitais e autoridades públicas, que alertam para os riscos crescentes desse tipo de conteúdo, tanto no contexto político quanto nas esferas social e econômica.
Os materiais falsificados incluem desde textos e notícias fabricadas até vídeos manipulados, deepfakes e áudios alterados. A facilidade no acesso a ferramentas de inteligência artificial capazes de criar esse tipo de conteúdo tem impulsionado a produção em larga escala, muitas vezes com o objetivo de enganar usuários, influenciar debates e semear confusão nas plataformas digitais.
Especialistas destacam que a disseminação de conteúdo manipulado por IA pode ter efeitos prejudiciais em diferentes áreas. No campo político, existe o risco de interferência em debates públicos e eleitorais, enquanto na área da saúde e ciência, informações falsas podem comprometer a compreensão de fatos verificáveis e colocar em risco a segurança das pessoas. No ambiente educacional e cultural, a presença de dados distorcidos pode dificultar o acesso a informações confiáveis e prejudicar o processo de aprendizado.
Organizações que atuam no combate à desinformação têm intensificado esforços para identificar, rotular e remover conteúdos falsos, além de desenvolver ferramentas que auxiliem na verificação de fatos. Algumas plataformas digitais também passaram a aplicar sistemas automáticos capazes de detectar padrões suspeitos, bloqueando ou sinalizando postagens potencialmente enganosas para os usuários.
Autoridades ressaltam que a simples criação de tecnologia não é o problema, mas sim o uso indevido por agentes maliciosos que buscam manipular narrativas e influenciar decisões. Por isso, além de ações tecnológicas, especialistas defendem políticas públicas voltadas à educação midiática, para que os cidadãos possam reconhecer, de forma crítica, informações que circulam nas redes.
O debate sobre a regulamentação de ferramentas de IA e a responsabilidade das empresas que as desenvolvem também tem ganhado espaço em fóruns nacionais e internacionais. Enquanto isso, cresce a necessidade de campanhas educativas, cooperação entre governos e iniciativas privadas para mitigar os efeitos nocivos da disseminação de conteúdos falsos produzidos por inteligência artificial.
Fonte: Agência Brasil
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