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Angelo Coronel rompe com a base, deixa o PSD e articula disputar reeleição ao Senado por outro partido

Angelo Coronel rompe com a base, deixa o PSD e articula disputar reeleição ao Senado por outro partido

Por Redação

31/01/2026 às 17:36

Atualizado em 31/01/2026 às 17:41

Imagem de Angelo Coronel rompe com a base, deixa o PSD e articula disputar reeleição ao Senado por outro partido

Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

O senador Ângelo Coronel decidiu romper oficialmente com a base do governo Jerônimo Rodrigues (PT) e já definiu sua saída do PSD. A decisão encerra meses de tensão provocados pela montagem da chapa governista para 2026.

O estopim foi a consolidação da chamada composição “puro-sangue” petista, com Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos ao Senado, movimento que deixou o PSD sem espaço na majoritária.

Desde então, Coronel reclamava publicamente do isolamento político e criticava a oferta de cargos secundários ao partido e acusando o PT de estimular a divisão interna da legenda. Em entrevista recente à CBN Salvador, chegou a afirmar que “o PT quer briga entre eu e Otto”, ao negar rompimento pessoal com o senador Otto Alencar.

Agora, a saída virou fato consumado. “A minha saída do PSD só falta formalizar no TSE. A decisão já está tomada”, afirmou em nova conversa com a CBN Salvador neste sábado (31).

Segundo Coronel, a permanência no partido se tornou inviável depois que a própria direção estadual sinalizou que não haveria espaço para sua candidatura.

“O próprio presidente Otto Alencar disse que minha permanência era insustentável. Isso é a mesma coisa que uma expulsão”, apontou.  

“Praticamente expulso da base”

O senador também subiu o tom ao falar da relação com o governo estadual e disse que teve o direito de disputar a reeleição retirado.

“Estamos saindo da base governista, na verdade praticamente sendo expulsos. A partir do momento que me tiraram o direito constitucional de concorrer ao Senado, me ceifaram esse direito”, protestou, ao completar: “Se Jerônimo quer reeleição, se Wagner quer, se Rui quer, por que eu não posso disputar?” 

União Brasil no radar

Com a saída do PSD encaminhada, Coronel já admite conversas com a oposição. O destino mais provável é o União Brasil, partido do ex-prefeito ACM Neto, cuja direção estadual publicamente já sinalizou portas abertas.

Apesar disso, o senador evita cravar o novo endereço partidário: “Ainda não defini se vou para o União Brasil, PSDB ou outra agremiação. Tem tempo até março.”

Ele confirmou, no entanto, que o diálogo com Neto começou oficialmente após o rompimento com a base. “Devo conversar com o Neto essa semana. Agora ele abriu o diálogo.” 

Relação com Otto e governo

Mesmo após deixar o partido, Coronel fez questão de minimizar qualquer animosidade pessoal com Otto Alencar ou com o núcleo petista.

“Da minha parte, zero problema. Zero problema com Otto, com o governador, com Wagner ou com Rui. Desejo boa sorte a todos.”

Ele reforçou que seu objetivo é seguir em busca da reeleição: “Ângelo Coronel vai brigar pela reeleição. Quem tem que me tirar é a urna.”

Via crucis

A ruptura encerra uma crise que se arrastava há meses. Coronel defendia que o PSD, maior partido do estado em número de prefeitos, tivesse protagonismo na chapa governista.

Sem espaço, passou a questionar o alinhamento automático ao PT, especialmente após o PSD nacional caminhar para ter candidato próprio à Presidência — cenário em que ele já havia avisado que seguiria a orientação do partido, e não necessariamente Lula.

Sem acordo local e pressionado pela militância petista, o senador optou por mudar de rota e reposicionar sua candidatura no campo da oposição.

Agora, a definição do novo partido deve ocorrer nas próximas semanas.

Fonte: Blog do Vila

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