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Alden defende PL na majoritária com Neto, mas cobra 'entrega concreta' e condiciona apoio a pauta conservadora

Alden defende PL na majoritária com Neto, mas cobra 'entrega concreta' e condiciona apoio a pauta conservadora

Por Redação

21/01/2026 às 07:40

Imagem de Alden defende PL na majoritária com Neto, mas cobra 'entrega concreta' e condiciona apoio a pauta conservadora

Foto: Evilásio Júnior

Vice-líder da oposição na Câmara diz que partido precisa estar na chapa por “sobrevivência política”, mas afirma que pré-candidato do União ao governo do Estado ainda não convenceu eleitor bolsonarista: “só tirar o PT é conversa mole”

O vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Capitão Alden (PL-BA), defendeu que o PL esteja na chapa majoritária da oposição na Bahia em 2026, no grupo liderado por ACM Neto (União Brasil), independentemente de quem seja o indicado — ou a deputada Roberta Roma como vice ou o ex-ministro da Cidadania João Roma para o Senado.

Em entrevista à CBN Salvador, o parlamentar foi direto ao justificar o cálculo eleitoral: segundo ele, a presença do PL na majoritária é estratégica para a formação de chapas proporcionais, com impacto na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

“Eu tenho defendido sempre que o PL deve estar na chapa majoritária, independentemente de quem seja o nome. Defendo sim a chapa majoritária onde o PL esteja presente nessa chapa.”, afirmou.

“Vice-governadoria é uma caneta que não tem tinta”

Apesar de sinalizar apoio à composição, Alden deixou claro que não quer o PL apenas como figurante e cobrou garantias de poder real e presença efetiva no eventual governo.

“A vice-governadoria é uma caneta que não tem tinta. Então, além da vice, vai ser entregue o quê concretamente para o PL?”, questionou.

O deputado também criticou a ideia de que a sigla seja contemplada apenas com estruturas administrativas sem força política.

“Se for para ter uma secretaria que não tem estrutura, não tem recurso, não tem poder na caneta para decidir nada não resolve o problema.”

Alden diz que Neto pode ter apoio institucional do PL, mas não terá o dele

Ao tratar do cenário nacional, Alden subiu o tom sobre uma possibilidade já discutida internamente na direita baiana: ACM Neto não aderir ao palanque de Flávio Bolsonaro, caso o senador fluminense efetive a candidatura à Presidência da República este ano.

O deputado citou uma hipótese em que João Roma e Valdemar Costa Neto chancelariam o apoio a Neto, mesmo sem alinhamento ao projeto presidencial do PL.

“Uma coisa é o apoio institucional do PL, outra é o apoio do Capitão Alden. Ele poderá ter o apoio institucional do PL, mas não terá o meu apoio.”

Alden também foi taxativo ao dizer que nunca teve material de campanha “casado” com ACM Neto — e que, neste formato, não terá.

“Nunca teve. E digo: não terá em hipótese alguma”, disparou.

“Meu discurso vai ser tirar o PT”, mas ele não garante palanque com Neto

Apesar das críticas, Alden ponderou que seu posicionamento não significa neutralidade no pleito estadual. Pelo contrário: afirmou que seu discurso seguirá contra a permanência do PT no poder na Bahia, ainda que isso não resulte em um alinhamento automático ao ex-prefeito de Salvador.

“O meu discurso vai ser que temos que tirar o PT da Bahia.”

Questionado sobre subir no palanque de Neto, ele respondeu que nunca esteve ao lado dele em eventos de campanha e cobrou um motivo concreto para mudar.

“Hoje, o que me faria subir? O que me faria, concretamente, subir o mesmo palanque de Neto?”, provocou.

Alden cobra “gesto” e diz que oposição não pode pedir voto só pelo antipetismo

Na parte mais contundente da entrevista, Capitão Alden afirmou que ACM Neto precisa apresentar ao eleitor bolsonarista um compromisso mínimo com pautas conservadoras, a exemplo de segurança pública, educação e implantação de colégios cívico-militares.

“Ele tem que dar um gesto. Apoiar só para tirar o PT? Tá, e meu eleitorado, vai ter o quê com isso?”

O deputado também criticou o que chamou de apelos recorrentes pela unidade sem compromisso programático real.

“Esse negocinho, essa conversinha mole, vamos nos unir para tirar o PT? É conversa mole. Porque todo mundo na hora que a porra aperta… quando chegam lá, se comportam até pior do que eles.”

“Sem palanque para Bolsonaro, eu não subo em palanque de ninguém”

Ao analisar um cenário de pulverização presidencial com nomes como Ronaldo Caiado (União), Ratinho Júnior (PSD) e Romeu Zema (Novo), e com Flávio Bolsonaro na disputa, Alden reforçou que não fará campanha em palanques que não defendam Bolsonaro e o PL nacionalmente.

“Se não tiver palanque para Bolsonaro? Eu não subo em palanque de ninguém que não defenda Bolsonaro nem Flávio.”

Flávio Bolsonaro, sucessão e Congresso: “Isso é o mais importante”

Alden disse ter conversado recentemente com Flávio Bolsonaro e afirmou que, para o partido, a prioridade estratégica é a eleição presidencial e o aumento de bancada no Congresso.

“Falei para ele: o mais importante é a sua candidatura… você tem que ganhar a Presidência da República.”

O deputado também argumentou que o PL precisa eleger parlamentares alinhados às pautas bolsonaristas para evitar frustrações futuras, ao citar pressões de eleitores sobre temas como anistia e votações recentes.

“Se nós não investirmos no fortalecimento da nossa chapa eu vou pagar o preço amanhã ou depois.”

Capitão Alden alerta para abstenção e diz que Neto ainda não convenceu o eleitor de direita

No final, Alden apresentou um alerta eleitoral: mesmo com ACM Neto como principal nome contra o PT, o bolsonarista pode simplesmente não votar, o que aumentaria o índice de abstenções ou votos brancos/nulos, caso não se sinta representado.

“O fato de ele estar lutando contra o PT… não vai convencer automaticamente o bolsonarista… ele pode não votar em ninguém.”

E concluiu com a cobrança de um compromisso de governo com o eleitorado conservador: “ACM Neto precisa apresentar concretamente ações de como ele vai governar para esse público”.


Fonte: Blog do Vila

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