23 de Junho de 2018

Disciplina da UFBA sobre “golpe de 2016” gera ação do líder do DEM e juiz intima professor

disciplina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) denominada "Tópicos Especiais em História: o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil", sinalizando que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi um golpe político, gerou polêmica. O líder do DEM na Câmara Municipal de Salvador, vereador Alexandre Aleluia entrou com uma ação popular para barrar a matéria. Nesta quinta-feira (8), em despacho publicado, o juiz Iran Esmeraldo Leite, da 16ª Vara Federal Cível de Salvador, intimou o professor da UFBA Carlos Zacarias e a própria Universidade para depôr a respeito da disciplina.

 

disciplina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) denominada "Tópicos Especiais em História: o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil", sinalizando que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi um golpe político, gerou polêmica. O líder do DEM na Câmara Municipal de Salvador, vereador Alexandre Aleluia entrou com uma ação popular para barrar a matéria. Nesta quinta-feira (8), em despacho publicado, o juiz Iran Esmeraldo Leite, da 16ª Vara Federal Cível de Salvador, intimou o professor da UFBA Carlos Zacarias e a própria Universidade para depôr a respeito da disciplina. 


Conforme Aleluia, o objetivo da ação é defender a verdadeira autonomia universitária. A UFBA deve formar pensadores, cientistas, e não militantes. Considerar que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi golpe é dizer que o Legislativo e o Judiciário brasileiros agiram contra a Constituição. Essa tese é absurda e não pode prosperar", disse. 


O docente tem até 10 dias para apresentar a defesa. Em contato com o BNews, o professor Carlos Zacarias, afirmou que ele e os outros docentes envolvidos na disciplina irão unir esforços para a defesa. Ainda conforme Zacarias, a disciplina é optativa e já é oferecida em 26 universidades em todo o Brasil.  “As universidades não podem ser feridas em função dos governos de plantão. A disciplina começou a ser desenvolvida em Brasília. É optativa, mas as 120 vagas que oferecemos aqui na UFBA, foram todas preenchidas e tem estudantes interessados”. Para ele, a ação do vereador fere a democracia. “Só a ditadura impede pessoas de falarem o que querem e o que elas pensam”, pontuou. 


O professor se mostrou indignado com a ação. “Estamos indignados com o ato do vereador porque demonstra a necessidade dessa disciplina existir, discutir os rumos da democracia. Não é comum um professor ser acionado por oferecer a disciplina. Aa autonomia é essencial para a democracia”, afirmou, ressaltando que o artigo 207 da Constituição, garante a “autonomia cientifica que goza as universidades”.  


O edil Alexandre Aleluia reiterou que a UFBA não pode formar militantes partidários. Sobre isso, o professor rebateu. “Uma visão de quem não pensa junto com a democracia. Não divergir, cercear a uso da palavra é antidemocrático. Não se trata de formar militantes, a história não é uma ciência exata, há debate, o desenvolvimento de pesquisas [...] Em relação ao golpe de 2016 temos uma literatura razoável, com livros produzidos”, explicou. 

 

 

Fonte: Bocão News

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