19 de Setembro de 2021

Perto do UFC, Jailton Malhadinho quase abandonou carreira: 'Pagava para tomar soco'

Jailton Malhadinho sobe no octógono na próxima terça-feira (14) para a sua luta mais importante da carreira até o momento. Caso vença o russo Nasrudin Nasrudinov pela categoria meio-pesado, no Dana White’s Tuesday Night Contender Series, em Las Vegas (EUA), o baiano de 30 anos será contratado pelo UFC, a mais famosa franquia do MMA.

Malhadinho competia jiu-jitsu quando migrou para o MMA, cuja estreia aconteceu em 2012 num torneio em Itabuna. Mas bem antes de chegar na boca da entrada do rol dos melhores lutadores do mundo, o baiano chegou a desistir da carreira ao refletir que estava "pagando para apanhar" devido à falta de apoio financeiro em 2014. "A gente não tem incentivo do estado para se manter no esporte. O estado não abraça muito o esporte que eu pratico.

Então, decidi parar, dar um tempo, porque eu estava pagando para tomar soco praticamente", contou em entrevista ao Bahia Notícias. Fora do octógono, a luta de Malhadinho continuou na vida correndo atrás de dinheiro para se sustentar. Após a aposentadoria precoce, ele começou a trabalhar no ramo administrativo, mas depois foi deslocado pela empresa para a função de vigilante, onde virava noites na vigília. Mesmo assim, seguiu treinando na mesma academia durante o dia apenas como prática de exercício.

Até que um dia seus treinadores Yuri Moura e Herrick Marinho perguntaram: "Malhadinho, você quer voltar a lutar?". "Eu falei: 'Pô, Yuri, não sei não, porque vou pagar para lutar, os eventos daqui não pagam uma bolsa boa'. E continuei treinando. Aí os caras viram treinando: 'Por que esse bicho não volta a lutar? Ele é muito bom'. Aí falei que ia ver e comecei a disputar.

Eu falei que ia voltar, sentamos e ele falou: 'Eu tenho certeza que você vai chegar no seu objetivo, porque você é um cara muito esforçado'. E voltei a lutar no final de 2016 e até hoje não parei", falou. Bahia Notícias Toggle navigation Terça, 14 de Setembro de 2021 - 00:00 Perto do UFC, Jailton Malhadinho quase abandonou carreira: 'Pagava para tomar soco' por Leandro Aragão Perto do UFC, Jailton Malhadinho quase abandonou carreira: 'Pagava para tomar soco' para a sua luta mais importante da carreira até o momento. Caso vença o russo Nasrudin Nasrudinov pela categoria meio-pesado, no Dana White’s Tuesday Night Contender Series, em Las Vegas (EUA), o baiano de 30 anos será contratado pelo UFC, a mais famosa franquia do MMA. Malhadinho competia jiu-jitsu quando migrou para o MMA, cuja estreia aconteceu em 2012 num torneio em Itabuna. Mas bem antes de chegar na boca da entrada do rol dos melhores lutadores do mundo, o baiano chegou a desistir da carreira ao refletir que estava "pagando para apanhar" devido à falta de apoio financeiro em 2014. "

A gente não tem incentivo do estado para se manter no esporte. O estado não abraça muito o esporte que eu pratico. Então, decidi parar, dar um tempo, porque eu estava pagando para tomar soco praticamente", contou em entrevista ao Bahia Notícias. Fora do octógono, a luta de Malhadinho continuou na vida correndo atrás de dinheiro para se sustentar. Após a aposentadoria precoce, ele começou a trabalhar no ramo administrativo, mas depois foi deslocado pela empresa para a função de vigilante, onde virava noites na vigília. Mesmo assim, seguiu treinando na mesma academia durante o dia apenas como prática de exercício. Até que um dia seus treinadores Yuri Moura e Herrick Marinho perguntaram: "Malhadinho, você quer voltar a lutar?".

"Eu falei: 'Pô, Yuri, não sei não, porque vou pagar para lutar, os eventos daqui não pagam uma bolsa boa'. E continuei treinando. Aí os caras viram treinando: 'Por que esse bicho não volta a lutar? Ele é muito bom'. Aí falei que ia ver e comecei a disputar. Eu falei que ia voltar, sentamos e ele falou: 'Eu tenho certeza que você vai chegar no seu objetivo, porque você é um cara muito esforçado'. E voltei a lutar no final de 2016 e até hoje não parei", falou. Yuri Moura, Malhadinho e Herrick Marinho | Foto: Reprodução / Instagram De volta às competições, Malhadinho conseguiu se virar antes mesmo de encontrar um patrocinador. A situação começou a melhorar quando ele iniciou o trabalho de personal de lutas e não precisou mais atuar como vigilante, tendo a noite toda apenas para descansar dos treinos diurnos.

"Aí começou a entrar uma grana e ficou melhor para mim. Eu tinha a noite para descansar, porque não trabalhava, e durante o dia conseguia conciliar as aulas com os treinos. Daí as coisas começaram a melhorar", disse. "Hoje eu vivo do esporte. Acabei firmando um patrocínio com a Credcesta, que é uma empresa do governo do estado da Bahia. Além de me ajudar na parte da preparação, me ajuda financeiramente para não ter preocupação com dívida, alimentação, suplementação.

Eles me ajudam muito", completou. Bahia Notícias Toggle navigation Terça, 14 de Setembro de 2021 - 00:00 Perto do UFC, Jailton Malhadinho quase abandonou carreira: 'Pagava para tomar soco' por Leandro Aragão Perto do UFC, Jailton Malhadinho quase abandonou carreira: 'Pagava para tomar soco'Foto: Reprodução / Instagram Jailton Malhadinho sobe no octógono na próxima terça-feira (14) para a sua luta mais importante da carreira até o momento. Caso vença o russo Nasrudin Nasrudinov pela categoria meio-pesado, no Dana White’s Tuesday Night Contender Series, em Las Vegas (EUA), o baiano de 30 anos será contratado pelo UFC, a mais famosa franquia do MMA. Malhadinho competia jiu-jitsu quando migrou para o MMA, cuja estreia aconteceu em 2012 num torneio em Itabuna. Mas bem antes de chegar na boca da entrada do rol dos melhores lutadores do mundo, o baiano chegou a desistir da carreira ao refletir que estava "pagando para apanhar" devido à falta de apoio financeiro em 2014.

"A gente não tem incentivo do estado para se manter no esporte. O estado não abraça muito o esporte que eu pratico. Então, decidi parar, dar um tempo, porque eu estava pagando para tomar soco praticamente", contou em entrevista ao Bahia Notícias. Fora do octógono, a luta de Malhadinho continuou na vida correndo atrás de dinheiro para se sustentar. Após a aposentadoria precoce, ele começou a trabalhar no ramo administrativo, mas depois foi deslocado pela empresa para a função de vigilante, onde virava noites na vigília. Mesmo assim, seguiu treinando na mesma academia durante o dia apenas como prática de exercício. Até que um dia seus treinadores Yuri Moura e Herrick Marinho perguntaram: "Malhadinho, você quer voltar a lutar?". "Eu falei: 'Pô, Yuri, não sei não, porque vou pagar para lutar, os eventos daqui não pagam uma bolsa boa'. E continuei treinando. Aí os caras viram treinando: 'Por que esse bicho não volta a lutar? Ele é muito bom'. Aí falei que ia ver e comecei a disputar. Eu falei que ia voltar, sentamos e ele falou: 'Eu tenho certeza que você vai chegar no seu objetivo, porque você é um cara muito esforçado'. E voltei a lutar no final de 2016 e até hoje não parei", falou. Yuri Moura, Malhadinho e Herrick Marinho |

De volta às competições, Malhadinho conseguiu se virar antes mesmo de encontrar um patrocinador. A situação começou a melhorar quando ele iniciou o trabalho de personal de lutas e não precisou mais atuar como vigilante, tendo a noite toda apenas para descansar dos treinos diurnos. "Aí começou a entrar uma grana e ficou melhor para mim. Eu tinha a noite para descansar, porque não trabalhava, e durante o dia conseguia conciliar as aulas com os treinos. Daí as coisas começaram a melhorar", disse. "Hoje eu vivo do esporte. Acabei firmando um patrocínio com a Credcesta, que é uma empresa do governo do estado da Bahia. Além de me ajudar na parte da preparação, me ajuda financeiramente para não ter preocupação com dívida, alimentação, suplementação. Eles me ajudam muito", completou. 

 

'VAI ASSINAR DEPOIS DE FINALIZAR O RUSSO' Superado os percalços financeiros, a academia Galpão da Luta, em Brotas, que também abriga Carlos Boi, lutador do UFC, aposta numa vitória de Jailton Malhadinho e na assinatura do contrato. Herrick Marinho viu Malhadinho iniciar no jiu-jitsu e nunca teve dúvidas que o pupilo levava jeito para lutas. Por isso, mesmo com a decisão da aposentadoria precoce, o treinador jamais desistiu de apostar no atleta. "Eu acompanhei Malhadinho desde a faixa amarela, que é a infantil do jiu-jitsu, quando puxava o treino numa academia. Ele chegou com 11 anos para treinar. Então, desde a faixa amarela infantil, foi crescendo e percebemos uma grande vocação dele para lutas no geral", afirmou o treinador ao BN.

"Conseguimos botar na cabeça dele que ele era capaz. Hoje, graças a Deus, estamos a um passo de conseguir esse contrato", comemorou. Perto de concretizar o sonho de fazer parte da franquia, Jailton Malhadinho não vê a hora de ficar frente a frente com Nasrudinov. "A expectativa está grande, doido para chegar logo a hora, subir no octógono e mostrar o meu trabalho. Bate um pouco de ansiedade, está um pouco próximo, mas a gente controla", comentou o lutador. "Eu não tenho dúvida, ele vai lá assinar o contrato depois de finalizar o russo no katagatame [estrangulamento] ou mata leão. E, se vacilar, ainda luta esse ano pelo UFC", declarou Herrick. Bahia Notícias

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