22 de Abril de 2018

PF ouve diretor da Rodrimar sobre documento apreendido na empresa com nome de Temer

Polícia Federal ouviu na última quinta-feira (5) o diretor comercial e de logística da Rodrimar, Willy Reginaldo Maxwell, sobre um documento encontrado na empresa durante busca e apreensão no dia 29 de março, na Operação Skala, com o nome do presidente Michel Temer.

 

Polícia Federal ouviu na última quinta-feira (5) o diretor comercial e de logística da Rodrimar, Willy Reginaldo Maxwell, sobre um documento encontrado na empresa durante busca e apreensão no dia 29 de março, na Operação Skala, com o nome do presidente Michel Temer.

Durante as buscas em escritórios da Rodrimar, a Polícia Federal encontrou uma folha de papel contendo o nome de várias empresas e pessoas físicas, incluindo "Michel Temer".

Segundo o auto de apreensão, o papel foi encontrado na sala de um gerente da empresa, no quinto andar – Willy Maxwell.

À PF, segundo o blog apurou, Maxwell disse ocupar a função de diretor na empresa e que "não tem ideia do por que o nome do presidente Michel Temer constar do papel". Ele afirmou à delegada Patricia Klarosk, na Polícia Federal em Santos, que a sua sala na Rodrimar fica no "quarto andar, e que o papel foi arrecadado de uma mesa do setor de qualidade no quinto andar".

Ele disse não saber quem fez o papel, apenas que o documento foi encontrado na "sala de qualidade" da Rodrimar. O diretor disse aos investigadores que "muitas vezes papéis antigos são feitos de rascunhos" e que, pelos nomes ali, acreditava que eram para algum evento antigo da empresa porque dois dos nomes eram de pessoas falecidas há pelo menos dez anos.

O depoimento dele faz parte das investigações do inquérito do Portos, que apura se Temer beneficiou empresas do setor de Portos, como a Rodrimar, com a edição de um decreto em 2017. O presidente nega.

No fim de março, a Operação Skala, autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso do STF, prendeu amigos do presidente envolvidos na mira desta investigação. Entre os presos, o coronel aposentado da Polícia Militar João Batista Lima Filho.

Durante a busca na Rodrimar, a PF encontrou também uma folha de papel com relação de empresas, entre elas, a Argeplan – que é de propriedade de Lima.

Lima e Temer são amigos há décadas. O coronel aposentado, para os investigadores, atua como interlocutor de Temer e é suspeito de receber propina que seria destinada ao emedebista.

 

No depoimento à PF, o diretor da Rodrimar Willy Maxwell disse que "desconhece qualquer negócio" que a Argeplan tenha com a Rodrimar. E que só conhece Lima da televisão, assim como o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures – que ficou conhecido como homem da mala da JBS.

O diretor da Rodrimar disse que foi contratado na empresa pelo então presidente da empresa, Celso Grecco.

Grecco, que foi um dos presos na Operação Skala, disse em seu depoimento à PF que tratou de concessões portuárias com Temer – e que o presidente, então vice, teria dito: "vou ver o que posso fazer".

O Palácio do Planalto nega a conversa, e disse que Temer nunca recebeu ou aceitou pedidos da Rodrimar.

 

 

Fonte: G1

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