22 de Setembro de 2018

Luta contra Hepatite C: Doença atinge ex-atletas, e o tratamento baiano é referência

Um dos maiores ídolos da história do Bahia enfrenta um inimigo que passou muito tempo em silêncio. Segundo maior artilheiro da história do clube baiano com 211 gols, o ex-jogador Douglas Franklin foi diagnosticado com hepatite C em 2010. A doença é provocada por um vírus que leva à inflamação do fígado e raramente desperta sintomas em seu estágio inicial. Muitas pessoas permanecem sem saber que estão contaminadas por décadas, como foi o caso do ex-atacante de 68 anos, que encerrou a carreira em 1988.

 

Um dos maiores ídolos da história do Bahia enfrenta um inimigo que passou muito tempo em silêncio. Segundo maior artilheiro da história do clube baiano com 211 gols, o ex-jogador Douglas Franklin foi diagnosticado com hepatite C em 2010. A doença é provocada por um vírus que leva à inflamação do fígado e raramente desperta sintomas em seu estágio inicial. Muitas pessoas permanecem sem saber que estão contaminadas por décadas, como foi o caso do ex-atacante de 68 anos, que encerrou a carreira em 1988.

“No meu caso, peguei o vírus da hepatite C em uma transfusão de sangue. Fiquei doente em 1973, tive uma anemia, e tive que fazer uma transfusão de sangue. Na época, ninguém sabia da doença, como se transmitia. Meu problema foi esse. Não tinha estudos sobre isso. Fiz essa transfusão e contraí o vírus”, conta Douglas Franklin ao GloboEsporte.com.

A história de Douglas é uma entre muitas. A transmissão da hepatite C ocorre por meio do contato com sangue contaminado, seja por transfusão ou contato com material em que o vírus está presente. No Brasil, entre as décadas de 1960 e 1980, o uso comunitário de seringas em vestiários antes de partidas profissionais era comum. Desta forma, criou-se um efeito cascata. A seringa utilizada por um atleta contaminado era compartilhada com outros, que também passavam a ter a doença.

“Havia times em que todos os jogadores estavam infectados com o mesmo tipo de vírus - explica o médico Raymundo Paraná, coordenador da campanha contra a Hepatite C pela Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH). Por Thiago Pereira e Raphael Carneiro, Salvador.

 

 

Fonte: Ronaldo Oliveira

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