05 de Junho de 2020

Hospital investe em inovações contra Covid-19 e recupera pacientes em tempo recorde

Quatro pacientes receberam alta, em menos de cinco dias, evitando a intubação que está sendo utilizada no combate ao Covid-19. “A intubação orotraqueal exige tempo de, no mínimo, 15 dias. Os pacientes evoluem para traqueostomia. E vão do padrão de vidro fosco para consolidação pulmonar, rabdomiólise, hepatite e encefalite”, diz o diretor-técnico do hospital Samel, médico Daniel Fonseca.

O aparelho alternativo de ventilação foi apresentado, em vídeo, ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta sexta (03/04).

O hospital acaba de testar, agora à noite, um respirador idealizado por técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem do Amazonas (Senai-AM). “O aparelho está na fase final de testes e prometemos que, até segunda-feira, estará pronto para industrialização”, disse Luís Alberto Nicolau, diretor do hospital Samel, onde os testes estão sendo feitos.

Vídeo para ministro Os diretores e técnicos da Samel enviaram, nesta sexta (03/04), um vídeo explicativo a Mandetta. Luís Alberto, Daniel e os fisioterapeutas Manoel Santana de Amorim e Elton Rico Souza da Silva explicaram a inovação. “A hora é de contribuir”, disse Luís Alberto.

A notícia é excelente, em meio ao vendaval de fatos ruins relacionados à Covid-19. A “ventilação não invasiva” evita a intubação de pacientes. Virou um protocolo na Samel, que pacientes com sinais de insuficiência respiratória vão para o novo sistema.
Tudo começou com a experiência. Dois pacientes deram entrada no hospital, com quadro de Covid-19, e foram intubados pelo método tradicional. “Foram iniciados os protocolos com hidroxicloroquina, nesses pacientes. Foi feita reposição vitamínica, associando azitromicina, entrando com zinco e vitaminas C e D. O que funcionou foi a invenção da equipe de fisioterapia, que agora é padrão para todos os pacientes que entram no hospital com angústia respiratória”, disse Daniel.

“A Ventilação Invasiva é prescrita pela dissipação dos aerossóis, que acaba contaminando toda a equipe. Há seis dias, o hospital conseguiu parar de intubar os pacientes. O tempo médio de permanência ficou em cinco dias. Isso nos dá, dentro dos hospitais, uma rotatividade de leitos muito grande. É algo que toda a rede hospitalar, do Amazonas e do Brasil, não vai conseguir, por causa da intubação orotraqueal”, disse Daniel.

O aparelho não necessita exclusivamente de ventilador, substituindo esse equipamento, de uma forma mais barata e acessível. Os fisioterapeutas Manoel Santana e Elton Rico fizeram a demonstração do funcionamento para Mandetta, muito simples e prático.

As cápsulas, que fazem parte do sistema, são de fabricação também simples. A indústria do Amazonas já está produzindo o equipamento. A da Samel é feita com cano de PVC e plástico.

A Samel está usando um tecido repelente, da indústria nacional, lavável, que repele o Coronavírus, como roupa dos profissionais de saúde. É um Equipamento de Proteção Individual (EPI) que tem evitado a contaminação desses profissionais no ambiente de trabalho.

“A máscara (face still) foi confeccionada em impressora 3D e tem defendido os profissionais de saúde da Samel, que até agora não sofreram infecção”, disse Daniel.

“Estamos colaborando. Doamos pulmão artificial, traqueia, pontos de gás para testes e consultoria técnica ao Governo do Estado”, disse Luiz Alberto. “Estamos fazendo nossa parte”.

 

 

 

 

Matéria escrita: Portal Marcos Santos

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